sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Murmúrios


Um murmúrio pode ser de tudo ou de quase nada, uma quase divagação ou preconceito. Confunde-se com um gemido que pode ser de dor ou do mais genuíno prazer. É um sussurro que deixa transparecer o que vai na alma, um lavar de angústias, depurar de tormentos e exorcismo de fantasmas. Murmuras porque temes ou porque tens esperança?

domingo, 28 de novembro de 2010

Estuário


Perto da foz, no entanto nem água doce, nem água salgada, uma mistura de ambos, o estuário é um porto de abrigo, uma zona calma, de garantia de sossego, paz e tranquilidade absoluta. Aqui a solidão não é um isolamento mas sim um sentimento partilhado.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O vento



Não, não me chames quem eu não sou, não ponhas na minha boca as indizíveis frases, que o vento que entra pela frincha que ainda ficou, depois da ultima remodelação, deixa passar.
Eu sou o vento, o que sussurra, o que alerta, atemoriza ou que tranquiliza. Eu sou a geada que tudo enregela e que cobre de branco as peles suaves.
Sou também o sol, o de Primavera que tudo faz despontar, mas também o de Verão que tudo seca. Queria ainda ser o Sol de Inverno pelo qual se anseia.
Serei a noite, tranquila e serena, que promove sonhos e que leva ao despontar da aurora.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Ajustes



Às vezes as coisas não se encaixam, estão desalinhadas, incongruentes incompatíveis. Será? Será que tudo não passa de pequenos ajustes, de acertos, reflexão, cedência e compreensão? Será um desalinhamento uma incompatibilidade ou apenas o que nos trouxe até um ponto de inflexão?

domingo, 14 de novembro de 2010

O Momento


Há um momento que nos liberta, que nos faz esquecer um dia mau, que nos dá alento para o caminho que resta. Esse momento, não se espera, acontece. Há um momento em que pensamos que esse momento já não chega. Mas quando chega!
Foi-se o fim-de-semana ou o que ele nos deixou ter, vem uma nova semana. Haverá novos momentos.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Um voo


...de esperança, na ternura dos quarenta (e dois, feitos ontem). A vida é feita de baixos, de altos de encontros e desencontros, de bocejos, de angústias e tropeções, mas também de alegrias, de ritmo cardíaco acelerado e esperança, especialmente esta.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Evasão


Entre o sagrado e o profano, a evasão. O desejo de voar e entrar em órbita, a vontade de reclamar o infinito. A angústia de criar o desassossego, a tristeza e a própria angústia. A vontade resulta do desejo, do sentimento, do fogo da paixão e do ardor criado pela melancolia.”  
In Crónicas do Devir de Matt Hilde