sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Dias assim
Há dias assim. Começam rudes e, enfadonhos, evoluem em estreitos corredores de infinita intermitência. Dias que parece que o que tinham para nos dar de bom já se tinha esgotado antes de começar. Que nos comprimem com o que de penoso já vinha de trás. Mas é esta a virtude da vida, também estes dias podem acabar bem e às vezes basta tão pouco. Assim foi, assim seja.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Sinuosidades
Tu sinónimo de incerteza, devastado por vagas agrestes de solidão. Enquanto o devir te guiar, a ambiguidade te dilacerar o âmago, expondo-te à inconstância da errante penumbra e o umbilical cordão do desassossego te sujeitar, então tudo o que em ti quer explodir, sempre soará a mudo grito de introspecção.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Miragem
Dia após dia, sempre desfiando minutos de imensidão longínqua, soam ao longe as vigorosas vagas do teu mar, ergues-te, revolves-te e não desistes.
Quão sedutor é o vaguear errante do que, no seu âmago leva toda a infinitamente pequena réstia de esperança.
E, assim atraído pelo horizonte, que de tão azul, te pinta de verde a esperança.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Murmúrios
Um murmúrio pode ser de tudo ou de quase nada, uma quase divagação ou preconceito. Confunde-se com um gemido que pode ser de dor ou do mais genuíno prazer. É um sussurro que deixa transparecer o que vai na alma, um lavar de angústias, depurar de tormentos e exorcismo de fantasmas. Murmuras porque temes ou porque tens esperança?
domingo, 28 de novembro de 2010
Estuário
Perto da foz, no entanto nem água doce, nem água salgada, uma mistura de ambos, o estuário é um porto de abrigo, uma zona calma, de garantia de sossego, paz e tranquilidade absoluta. Aqui a solidão não é um isolamento mas sim um sentimento partilhado.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
O vento
Não, não me chames quem eu não sou, não ponhas na minha boca as indizíveis frases, que o vento que entra pela frincha que ainda ficou, depois da ultima remodelação, deixa passar.
Eu sou o vento, o que sussurra, o que alerta, atemoriza ou que tranquiliza. Eu sou a geada que tudo enregela e que cobre de branco as peles suaves.
Sou também o sol, o de Primavera que tudo faz despontar, mas também o de Verão que tudo seca. Queria ainda ser o Sol de Inverno pelo qual se anseia.
Serei a noite, tranquila e serena, que promove sonhos e que leva ao despontar da aurora.
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