segunda-feira, 4 de junho de 2012
Um ano de "Na Demanda do Ideal"
Na Demanda do Ideal, o meu primeiro livro, faz hoje um ano. O que parecia uma utopia, transformou-se em realidade há 366 dias. Um ano de experiências únicas, de desafios e também concretizações.
Chegado a esta altura, é tempo de traçar novos objectivos, assim, estas apresentações em Mirandela e Bragança, completando o ciclo transmontano, encerram, pelo menos para já, a promoção do livro.
A todos os que me têm acompanhado nesta caminhada, com especial carinho, à Lua de Marfim Editora e à minha família, o meu sincero agradecimento.
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Na demanda do Ideal
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Cálido
Na
lembrança ressuscito o amanhã
Do
peito, que foi prado que tomaste
O
caminho, os socalcos , as veredas
Criando
uma ilusão de vitória temporã
O
ardor de flamejantes labaredas
Que
posto o sol rompiam em contraste
A
mão, que sem cuidar o rosto toca
Em
riste, um dedo fino e acusador
Mas,
malgrado a coragem que evoca
A
boca desgoverna em tremor
Perde
o controlo e o rigor
Pois
que o peito arfa e a alma trota
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Firmeza
A firmeza não é um lugar comum
Um refúgio, de biltres e tirania
Em tempos onde escorre,
a pérfida arbitrariedade
do peito cheio e alma vazia
É a consciência do querer
Da livre inquietude da procura
Do ventre, as entranhas afoitar
Mesmo que em vão fuja o suporte
É firme a vontade de almejar
E vã será até a própria morte
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Convite
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Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro,
Porto
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Certeza
Nada do que sinto me pertence
Credor que sou de alguém
Que não existe
Do chão que se consome
Da lua que é real
Do fim que é um princípio
e Incerteza natural
Chega o dia
Parte a esperança
Volta o sol em porta estreita
O que era um exercício
Um emaranhado de Incertezas
à beira do precipício
hoje o tempo e a bonança
dele anunciam a Colheita
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Colheita,
Incerteza
domingo, 6 de maio de 2012
Colheita
"Recordava os tempos arrebatadores no
Alentejo e as palavras que docemente lhe tinha sussurrado ao ouvido na
esplanada do hotel onde estavam alojados.
Nada
mais que uma sobremesa alentejana, num doce e sedutor vagar da planície, por
entre searas de trigo verdejante sob os diáfanos raios solares do fim do dia.
A
taça de sericaia numa mão e toda a vontade do mundo no corpo.
Permaneceríamos
aí, tempos infindáveis a olhar o céu, até que as estrelas dessem lugar a novos
raios de sol, estes, indicadores de um futuro brilhante, como brilhante é o sol
sobre a seara.
Então,
sob o bater das acácias nas tuas costas, descerias suavemente sobre mim.
A tua
respiração ofegante, aliada aos pequenos gritos libertos na ternura da
planície, pintariam com traços de desejo o quadro onde a vontade nos tinha
colocado.
E a memória foi ocupada a cem por cento pelo
sorriso rasgado de Margarida, admirada pela veia poética dele.
Depois, bem, depois começaram os escolhos,
obstáculos hercúleos, que a vida tem destas coisas."
Excerto.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Tentativa
Não pertenço aqui nem a parte incerta
Sou cidadão ausente e intemporal
Deslizo sobre o éter e desaguo
num leito onde só cabem esperanças
Todo o infinito que te enjeita
É curto e limita-te a ousadia
Mas.. ah! sempre um mas!
É bom saber, ter a certeza
Nem tudo é sujeito à tirania
de escolhas que prometem realeza.
Não, de ti, decides tu. Ah Ironia.
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