Não lembro do que foi o esquecimento
Mas perdura a lembrança da ausência
Sendo forte a presença do que é breve
Pois ténue será eternamente
O veio que move a imensidão
De todo o horizonte que é iníquo
Dele és tu também pertença
Eu não, que para tal não tenho jeito
Serei, quem sabe, eleito e empossado
Na auréola da ninfa enfeitiçante
Que um dia sem querer me fez amante
Das letras que escorrendo não domino
Das quais, sendo seu progenitor,
Me sinto agrilhoado em desatino




