À luz da lua que
brilhou no teu deserto
Que iluminava um
oásis que era meu
E verde como a
esperança alimentava
Um desejo que
vendia esperança
Dispo-me de toda a amargura
Da seara que
cresceu em peito aberto
Do centeio que a
ceifa prometeu
E de tudo o que um dia era meu
Mas as cores também
vacilam
A luz, mesmo a mais
forte desvanece
Difusa torna-te distante
E o oásis que era o
fim do teu caminho
Funde-se na ilusão
de um destino
Pura miragem,
desatino
E aí te mantém,
perdido, errante




