Se
fosse o leito de um rio
sereno
correndo para o fim
o
início de um sonho relembrado
por
um vento que sopra o teu aroma
Seria
eu próprio a lembrança
dos
dias que navegámos sentimentos
Nas
margens desse sonho me retinhas
essas
águas tomavas em teu regaço
e
no ardil desse leito me possuías
Porque
um rio
só
é livre num sentido,
já
que único é o seu destino
domado
é todo o seu movimento
e
sempre se entrega num espasmo
a
um mar que o toma sem ressalvas
Num
só se fundem
como
se nada mais existisse
apenas
duas partes moldadas
num
jogo sem regras nem deveres!




