sábado, 6 de setembro de 2014
Feito
O brilho de uma luz apenas imaginada
Que o esforço tornou no sonho vislumbrado
O suor de dias frios e horas de trabalho alimentavam
Invade-nos então deslumbrante
e estridente como um sopro
Penetra no ar recetivo de uma vida
O supremo saber do que é uma certeza
Não foi em vão o desafio
Num querer que
embora ameaçado
nunca vacilou
Nem sempre borboletas coloridas
Povoam verdes e luxuriantes paraísos
Valeu a pena, vale sempre,
manter a janela aberta para a Esperança
Feito
terça-feira, 12 de agosto de 2014
Salpicos
Salpicos de
sombras insidiosas
Em solo que
um dia a dor lavrou
Invocam sois
de agosto inclementes
Penetrando na
aridez de um lamento
Não sei se
um dia tem lembrança
Se fica para
sempre a imensidão
De momentos
que eram sempre infinitos
ou
Será apenas
a visão de um anseio
e da bruma
emergem letras
com que se
escreve Sentimento?quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Simples
Corre fresca uma brisa ao fim da tarde
Num tempo de estio adiado
Embora de alegria polvilhado
De um vento onde está escrito o teu sorriso
Vindo de onde foi anunciado
Tal e qual como o programado
Se torna real a emoção
Em paz se converteu o emaranhado
Conforto da vista prometida
No timbre melodioso das palavras
Simples, como são as coisas boas!
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Pausa
Mergulho no descanso dos sentidos
Abrigado à sombra de um vento brando
Enfrentando as vagas do sufoco refrescante
De dias em que a pressão é o lazer
Faço uma pausa, assim espero.
Boas férias
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Sempre
Não se abate
com um dedo decisor
O sabor de
saber que ainda existem
As cores de
um olhar de alegria
Por entre um
esgar serpenteando
No canto dos
lábios rematando
Um momento
emoldurado no infinito
Não foi sol
que as flores desabrochou
Ou humidade
que o verde explodiu
Foi um dom
que criou esse esplendor
A verdade refletida
num momento
O sonho
traduzido em alento
Um reino
onde tudo é possível
domingo, 22 de junho de 2014
torrente
Mais um que corre
por entre a multidão de apressados
Mergulhando num dia que conheces
Enfrentas as horas do dever
Deixas-te levar nessa corrente
Do ter que ser, do que é urgente
Das partes que somadas nunca dão
o todo que sempre foi inatingível
mas de tanto ser citado se tornou
miragem, utopia, desatino
Esqueceste porém que nessas horas
Se havia algo que merecesse
o cuidado, a eterna proteção
mais que tudo, a tua atenção
não era o tão adorado sustento
eras tu, em todo e qualquer momento
Amanhã há outro dia
Sem ti, nada existe!domingo, 8 de junho de 2014
eternidade
Entre as
sombras
Que cobrem o
sentir do fim da tarde
Navego pela
réstia do momento
Sinto o que
ficou de dias quentes
Na brisa do
sussurro que era ardente
Vindo de um
lugar que eras tu
Soprado por
um sonho inacabado
Fugaz é o
tempo infinito
Comparado ao instante
desejado
De um momento
apenas
A eternidade
Dos segundos
contados pelos dedos
Mas, plenos
de viver
Sentir
Ser
Entre o sol
Que me
convida a voltar
A um mundo
onde já vivemos
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