domingo, 19 de junho de 2016
Somos montes
Somos montes
Juntos, construímos montanhas
Entre nós,
por curvas, estreitos, cascatas
desalentos,
corre a esperança
Em breve seremos mar
segunda-feira, 16 de maio de 2016
Sob um céu azul divino
Cai um manto de vontade
sobre o vago e abrangente desígnio
de todo o horizonte possuir
Lembra ecos
de um entardecer longínquo
Das ondas
desenhando em tons rubros
a convicção do crepúsculo conquistar
Na firme certeza
contando estrelas
de fazer o destino ajoelhar
Na teia serpenteante
dos incontáveis tons
saber que um dia
serão nossos
Os sonhos condensados
numa brisa de desejo
numa brisa de desejo
domingo, 1 de maio de 2016
Mãe é um sentimento
Sobrou-nos tempo
Porque nunca falta o tempo
Para saborearmos os tempos
A vida, as agruras as dificuldades
Porque nunca falta o tempo
Para saborearmos os tempos
A vida, as agruras as dificuldades
Os tempos de alegria
De vontade
De pertença
De esperança
De partilha
De vida
De vontade
De pertença
De esperança
De partilha
De vida
Esgotou-se o tempo
Mas sempre será tempo
De celebrar o tempo
Que juntos passámos.
Mas sempre será tempo
De celebrar o tempo
Que juntos passámos.
Mãe é um sentimento
terça-feira, 26 de abril de 2016
Encoberto
Após os ínfimos momentos
de um inverno triste
amofinados na mortalha
da fina e rendilhada morrinha
que de forma persistente
possuía tudo o que ansiava
transformar em luz
o escuro imponente de um sussurro
liberto no esplendor da planície.
Da construção de versos se fez obra
E tudo ressuscita num poema
sob um sol de primavera envergonhada
pois que a vida se resume
ao infinito dos dias de maio
terça-feira, 19 de abril de 2016
Lá
Lá, onde a vista suporta a ilusão
Toda a existência era bebida
Num trago que embora efémero
Era eterno
Dos séculos que passaram
Retidos ficaram os sonhos
Não acaba numa geração
O que é eterno
quinta-feira, 7 de abril de 2016
Ilha da saudade
No volátil sabor das palavras vãs
Sustidas no estremecimento
De um silêncio oculto pelo
Pleno sussurrar das searas
Em dias em que o esquecimento
Imperou sobre todos os males
E ao fundo, nas entranhas de uma ilha
Chamada saudade, repouso
A Lembrança
Hoje só o sossego tem lugar
No canto onde se guardam os tesouros
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Clareira
Não me
refugio no ventre do estio
Embora por
vezes o cansaço
Me force a
repousar na imensidão
De coisas
que outrora foram limbo
Força-me o
brilho da sombra a prosseguir
Recusam-se
os nervos e a vontade
Na clareira
basta da pacatez
Rodeada da
imensidão da floresta
Onde agora
se perde a lembrança
Do sol que
emergia em vigor
E da
frescura que um traço
Um timbre
Um gesto
Fazia emergir
O sobrenatural
sob o crepúsculo
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