Em lume brando
Qual fogo que perdura
Sem fim à vista, lento,
Sem vontade de se esgotar
De recusar o fim anunciado
Sobrevivendo à certeza do destino
à cinza onde tudo acaba
Reencontra-se
Eleva-se ondulante em
chamas coloridas
Esmorece, renasce,
retoma o vigor
Alimenta-se da certeza
da sua utilidade
Da necessidade de viver
mantendo a lembrança
Une, vence a distância
o tempo, a ausência
É vida!






