Quero descansar num leito brando
Rodear-me do aconchego da ternura
Embebido pelas cores de um sonho vago
Pintado em aguarela de tons quentes
Não vou remar
contra o desígnio do descanso
Enfrentar o ócio que me vence
Tecer desafios contra o nunca
Cavalgar nas ondas da refrega
Ensaiar uma tática ofensiva
ou esgrimir argumentos de defesa
a um apetecível desejo de serenar
a vontade de ser aprisionado
pelos braços esperados do desejo
Basta o suave enleio de uns braços
O infinito condensado nesta tela
Aqui, vou apenas repousar





