segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Foste luz


Por entre as linhas divisórias da ilusão
Lá onde o horizonte é infinito
Uma lua esbracejava por chegar
Ao limite da ilusão de um sopro efémero
Mas, típica, matreira e persistente bruma
Travavam a ousadia da vontade
Sobrou então em euforia
O que até ali transbordava em desencanto
Fundiu-se o desejo
Soçobrou perante a noite a tirania
Sucumbiu à vontade das estrelas

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

O segredo



Entre o longe e o escuro
Esconde-se
Um sem fim de ilusões

De umas, resulta nada
De outras
O infinito

De ambas, a necessidade
De perseguir, num fôlego
O que a vida nos tem escondido
Atrás de uma pincelada
Mirrada por mil anos
De espera

Um sem fim de segredos

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Supremo


Carece de necessidade
a busca do infinito
quando à nossa volta
supremo
brilha por toda a parte
o paraíso

De coisas simples
se fazem
eternas alegrias

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Não é aqui





Sou um ponto no caminho que percorro
No meio da encruzilhada
tento decifrar as referências
Será aqui
onde os duendes esconderam
sob um manto tépido
o mapa que me indique o regresso
ao tumulto de um dia quente
De onde se aviste um mar
pintado de vibrantes címbalos
anunciando a aurora desejada

Não, viro costas, não é aqui!

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Sinuosidades



Nas linhas sinuosas de um fim de tarde
transportado na brisa que insiste em me acordar
contorno a imensidão de uma tarde de verão
retendo o sabor a vinha, a rio, a lembrança.

Todo o mundo cabe na imagem de um sorriso
recortado na difusa imagem de um dia quente!

domingo, 19 de junho de 2016

Somos montes



Somos montes
Juntos, construímos montanhas
Entre nós,
por curvas, estreitos, cascatas
desalentos,
corre a esperança

Em breve seremos mar

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Sob um céu azul divino


Cai um manto de vontade
sobre o vago e abrangente desígnio
de todo o horizonte possuir

Lembra ecos
de um entardecer longínquo

Das ondas
desenhando em tons rubros
a convicção do crepúsculo conquistar

Na firme certeza
contando estrelas
de fazer o destino ajoelhar

Na teia serpenteante
dos incontáveis tons
saber que um dia
serão nossos

Os sonhos condensados
numa brisa de desejo