sábado, 24 de novembro de 2012

Planar




Ao longe segues vago o planar
Daqueles que sem medo se libertam
Mesmo sem querer, de peito aberto
Afoitos, sem receio de falhar
Levam, com a brisa, a esperança
Do ser que um dia se tornou desperto
E sem mágoa nem dor teve a ousadia
De ele próprio como, só se pode um dia
Acordar a ténue esperança
Que dormente estava escondida
Vacilava sem rumo definido
E explodiu sem ordem nem destino
Convertendo-se em vontade alucinante

6 comentários:

trepadeira disse...

Quando se acorda nunca mais é possível deixar de voar.

Um abraço,
mário

Lídia Borges disse...


Dos imperativos da viagem em que o desassossego faz brotar as rosas brancas da inevitabilidade.

Beijo meu

Lídia


manuela barroso disse...

A valentia de enfrentar o incognito na esperança de novas descobertas de si e do outro.
Um belo poema
Abarço Armando

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Passei e gostei de tudo o que li e tomei a liberdade de seguir para voltar mais vezes.

Um beijinho
Sonhadora (RosaMaria)

LUZ disse...

Olá, Armando!

Como está?
Começo por lhe agradecer o comentário no meu blogue e no da Rosa Solidão.

Quanto ao seu poema, é mais uma força que brota dessa natureza transmontana.
Rígido, esperançoso e determinado, alcancará o objetivo final, porque "mais vale quebrar que torcer", não é meu QUERIDO AMIGO?

Eu não sei ser sucinta. Preciso dizer, afirmar e reafirmar.

Beijos da Luz.

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Meu amigo

Passando para agradecer o carinhoso comentário que deixou meu meu blogue e na Luz, é sempre um prazer.
Quanto ao poema tem a força de que sabe o que quer e a profundidade da terra.

Um beijinho
Sonhadora