quarta-feira, 15 de abril de 2015

Sento-me à Primavera


Sento-me à Primavera
repouso à sombra
de um silêncio melancólico
procuro na brisa,
que pungente abana os sentidos,
ecos de um ser que desafia
movimentos que outrora
eram normais

Retorno ao eu
que um dia fui.
Projecto-me na finita razão
dos dias ténues.

Da lembrança emergirá
o que foi bom,
melhorado pela poeira do destino
transformando na razão
de uma vida
as vivas cores de um céu lilás

Da lenta evolução do silêncio,
surgirá o fulgor de um novo Eu.

7 comentários:

© Piedade Araújo Sol disse...

é bom por vezes sentir essa nostalgia de um tempo que foi...

o poema é um pouco nostálgico mas cheio de serenidade.

um beijo

:)

PS eu acho que já tinha comentado este trabalho!

trepadeira disse...

Bem quisera renascer numa primavera que obriga a encerrar-me na lareira.

Abraço,

mário

EU disse...

É mesmo assim: as lembranças só o são porque já somos um outro "eu". Mas é muito bom!
Belo!
Bjo, Armando :)

Suzete Brainer disse...

O silêncio evoca uma
viagem por dentro com
um retorno transformador...

Muito belo!
Bj.

Mar Arável disse...

Silêncios de corpo inteiro

Uouo Uo disse...

thx

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Uouo Uo disse...

thank you

سعودي اوتو