segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Foste luz


Por entre as linhas divisórias da ilusão
Lá onde o horizonte é infinito
Uma lua esbracejava por chegar
Ao limite da ilusão de um sopro efémero
Mas, típica, matreira e persistente bruma
Travavam a ousadia da vontade
Sobrou então em euforia
O que até ali transbordava em desencanto
Fundiu-se o desejo
Soçobrou perante a noite a tirania
Sucumbiu à vontade das estrelas

5 comentários:

Suzete Brainer disse...

Um poema belo, profundo e único.
bj.

O Puma disse...

Toda a luz projecta sombras

Manuel Veiga disse...

a luz também cega!
abraço

© Piedade Araújo Sol disse...

nem sempre as estrelas lá estão...

;)

Mar Arável disse...

Muito para lá de todos os azuis