segunda-feira, 4 de abril de 2011

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Abruptamente, algo inexplicável
Sem motivo, rumo ou objectivo
Sucediam-se intrincados enleios.
À parte o que era insaciável
De enredado se tornava emotivo

Crescendo em aguarela lentamente
Cruzava-se em uníssono o desejo
À parte o que se rematava com um beijo
Ficava o embaraço entorpecente

O fogo, o sufoco, o arrepio
A lua, o tónico e a vontade
Testemunhas implicadas na verdade
Desde então e sempre o desvario

3 comentários:

mario disse...

Produzirá como um ventre fecundo pelo suor do povo.

Um abraço,
mário

Anónimo disse...

Lindo!!!!!

Rosinha disse...

Belo este poema amigo !Um abraço.