terça-feira, 10 de julho de 2012

Enredo




Que encantos e segredos encerras
Num misto de nostalgia ausente
O certo, que  é sabido, como sempre
Será enredo merecido, certamente

Talvez um misto de euforia
Daquilo que já foi e não voltou
Da leveza do sorriso
Do toque dos dedos
Do leve ondular que o vento promove
Da argúcia a quem sempre se socorre

Marca de charme que provoca
O efeito que sem ele tudo se troca
E pelo qual, até o infinito corre

8 comentários:

trepadeira disse...

Como um sonho que desaparece apagado pela mão que o não segue.

Um abraço,
mário

cores e outros amores disse...

Muito bonito... com um leve aroma a nostalgia.
Beijo

Anónimo disse...

Belo.

Lídia Borges disse...

Muito do que é ser-se "humano", aqui.


Li o "Na Demanda do Ideal", um texto que nos percorre como se nos soubesse... Sabe-nos com certeza.

Obrigada!

Lídia

BlueShell disse...

O que ra, o que foi e jamais voltará a ser!!! Perfeita a sintonia entre imagem e palavras..
BShell

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Parabéns. Aqui escreve-se com excelência!

Um abraço

Rita Carrapato disse...

Poderia comentar o poema, porém, apetece-me apenas "engaiolar" os olhos na foto, numa harmonia tão bela com o "enredo".

Beijinho

Miosotis disse...

Também adoro efabular cada vez que observo uma janela abandonada ou fechada há muito tempo.

E o seu poema deixa transparecer, para além da linda sensibilidade, uma certa nostalgia... própria do sentimento que uma janela abandonada provoca...?

Bom descanso!