domingo, 14 de abril de 2013

Bélica


Sabes-me a sol e a encanto
Em dias de primavera avassaladora
Corres em regatos
Na água que fevereiro criou
E abril em rios tratou de multiplicar

Explodes com a graciosidade dos gomos
Que a natureza obriga a desabrolhar
Depois do frio que em todos se entranhou
E o receio de o tempo não chegar

Mas, eis que volta a liberdade refrescante
De poder ser rio e um dia o mar beijar
Fluir dentro da alma ardentemente
Detonada por um rastilho sazonal

6 comentários:

trepadeira disse...

Viva a Primavera.

Abraço,

mário

Brígida Luz disse...

Embora eu prefira o outono, não há dúvida de que a primavera inspira grandes momentos de poesia e, esta tarde, tem-me oferecido um excelente passeio de bloguista.

Obrigada, Armando. Bom domingo

Lídia Borges disse...

Há uma clara oposição entre o título que desassossega e o poema que pacifica.

Nos verbos "explodir" e "detonar" intensifica-se o belo contra o bélico.

Um beijo

Fa menor disse...

Está tempo de desaguar...
:)

Bjinhs

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

boa cadência de rima...

abraço

Anónimo disse...

Já li muitas Primaveras. De todas a mais "Bélica".