domingo, 30 de junho de 2013

Entrega


Vejo-te na linha do horizonte
Recortada num cenário de saudade
Longe da vertigem
Entranhada na luz do pensamento

Perto do desejo
Penetrada pelo fogo do tormento

Sensual rodopiando no desfiar do tempo
Vivendo em mim sem visto
Nem salvo conduto

Apoderando-se do ultimo reduto
Tudo tomas, tudo usas
E eu estranhando porque não abusas
Tudo te entrego
Rogo em preces mudas

Que seja sempre teu
O que me preenche
 

6 comentários:

© Piedade Araújo Sol disse...

um belíssimo poema onde o amor transborda.
gostei muito!
um bom domingo.

:)

trepadeira disse...

A entrega total.

Abraço,
mário

Anónimo disse...

Até doí, só de ler, sente-se no fundo da alma!

Lídia Borges disse...


Sei como certos cenários nos arrancam as palavras mais profundas, nos sugerem imagens, nos fazem viver dentro do poema.

Parece-me ser este um exemplo disso mesmo.

Um beijo





Canto da Boca disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Canto da Boca disse...

Pois que a 'roda viva' da vida, não interfira na beleza e na grandeza desse sentir, esse é meu vaticínio!

;))

Belíssimo poema!