quarta-feira, 12 de junho de 2013

Olhos





Se os olhos contassem a tua história
Não traíssem como o fazem sem querer
Lembrassem tempos em que foste liberdade
Soubessem de que cor é a vontade

Interpretassem o murmúrio do desejo,
o que dizem lábios finos a tremer
Decifrassem o rubor do amor ardente
Mostrassem como é a dor da ausência
reflexo e espelho da saudade

Mentissem num não que era sim

Tudo isso é o seu poder
Soberania em duas esferas compactada
O supremo sentido do sentir
a mais pura face da verdade
Ecrã onde a alma é projetada

7 comentários:

trepadeira disse...

Não mentem.

Abraço,
mário

Lídia Borges disse...


Por vezes, adivinhar é só mesmo adivinhar e não a atenção extrema sobre o "objecto" em questão.


Um beijo

Alda Luisa Pinheiro disse...

Fabuloso...amei! Parabéns

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

E, porém, também há olhos da alma... Serão esferas também, a ver outros reflexos :)

Abraço

Anónimo disse...

Não mentem? Só não mentem a quem conhecer a alma que eles espelham.

© Piedade Araújo Sol disse...

os olhos espelham sempre a verdade, mas depende de quem sabe ler nesse olhar.

gosto do poema!

escreves muito bem!

beijo

boa semana.

:)

Canto da Boca disse...

Muitas vezes digo não, mas emitindo um estrondoso sim, basta olhar o olhar! Sua poesia é avassaladora!