quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Sorriso





Não me desvendes o sentir
Sou sopro de um vento que sonhaste
Liberto corri por entre os lábios
Numa noite em que o sonho transbordou
E o reflexo incontrolável da alma
se espelhou

Não busques a chave
que decifra o enigma
Desígnio de um sonho infundado
Pretenso desejo exagerado
remédio da ventura
ou sentimento imaculado

Não busques, para quê?

Tudo isso é ofuscado pelo traço
Subtil, matreiro, maroto, sensual
O único sentido do sentir
Um Sorriso nos lábios espelhado

9 comentários:

Lídia Borges disse...


Poder ver as coisas sem as pensar?!
Como Caeiro "a sensação é a única realidade"

Tão complicado ser-se simples!

Bjs

Virgínia C. disse...

Gostei especialmente da cadência, do ritmo.

Um abraço, Armando

[o meu lugar novo: http://naoparesdenascer.blogspot.pt/ ]

Suzete Brainer disse...

O sorriso é um mistério

já decifrado por um sentir...

Os sorrisos compartilhados

são preciosidades instantâneas...

Luminoso poema!

Abraço.

© Piedade Araújo Sol disse...

é isso mesmo!

e fica o sorriso tão necessário e urgente.

escreves muito bem!

bom final de semana.

beijos

trepadeira disse...

Não busques, às vezes está tão perto o que buscamos.

Abraço,

mário

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

O desconhecido e o mistério sempre foram (mais) apelativos... em linguagens que por vezes nem cabe ao próprio descodificar no encanto que é a interpretação do outro...

Abraço

Pérola disse...

Um sorriso maroto, matreiro, quiça.

beijo

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Meu amigo

Por vezes um sorriso aquece mais o coração que mil palavras.
Lindo sempre.

Um beijinho com carinho
Sonhadora

Canto da Boca disse...

Quiçá o mistério seja a chama que alimenta o sentir (fiquei aqui pensando alto)....

;))