terça-feira, 11 de março de 2014

Repousar



Quero descansar num leito brando
Rodear-me do aconchego da ternura
Embebido pelas cores de um sonho vago
Pintado em aguarela de tons quentes

Não vou remar
contra o desígnio do descanso
Enfrentar o ócio que me vence
Tecer desafios contra o nunca
Cavalgar nas ondas da refrega

Ensaiar uma tática ofensiva
ou esgrimir argumentos de defesa
a um apetecível desejo de serenar
a vontade de ser aprisionado
pelos braços esperados do desejo

Basta o suave enleio de uns braços
O infinito condensado nesta tela

Aqui, vou apenas repousar

8 comentários:

trepadeira disse...

É apenas o descanso do guerreiro.

Abraço,

mário

manuela barroso disse...

Essa tela imensa, essa cor tão acolhedora e tão quente, essa água que dorme serenidade, esse barco que espera sem esperar porque também ele está no silêncio do repouso como esse eu poético que maravilha pela serenidade das palavras num enleio de braços numa poesia tão bela!
Aqui, respira-se poesia!
beijinho meu, Armando

Sissym Mascarenhas disse...



Eu tambem quero repousar assim.
Ternamente.

Bjs

Lídia Borges disse...


Porque a poesia é sensações, nem sempre um comentário a acrescenta.

Basta ficar recostado no sossego, sem culpa.

Um beijo

© Piedade Araújo Sol disse...

repousar assim é necessário, até ao Poeta.

o teu poema lido ao contrário tb fica bem.

gosto!

:)

Suzete Brainer disse...

Pousar os olhos sobre tanta

beleza (sentida) dita

poeticamente,é um repousar nas

cores da arte na sua infinitude...

Sublime!!

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Bela mensagem de paz na tessitura do desejo...

Abraço

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Bela mensagem de paz na tessitura do desejo...

Abraço