segunda-feira, 15 de junho de 2015

Passos lentos


Mãos que remexem por instinto
Semblantes imutáveis que eram vida
Violentam percorrem o insensível
Torturam num lamento de vontade
Viajam por um limbo expetante
Retiram das entranhas,
Onde se suponha nada mais haver,
Movimentos sufocados
Torpes, desajeitados,
Esmagados contra a violência do imprevisto

Até que de uma ruga se faz alento
De um piscar desajeitado
De um sorriso desgrenhado
Vindo de um rosto tresmalhado
Se acende um fugaz lampejo
Um sopro, uma acendalha
Um novo despertar de esperança


Passos lentos de vontade extrema

6 comentários:

Suzete Brainer disse...

Os passos lentos são os melhores,
ricos de instantes luminosos...

Que bela foto, lugar lindo!
Bj.

EU disse...

Podem ser lentos os passos, mas são passos. E há esperança. E há caminho!
Um conjunto(imagem e poema) muito bem entrosado.
Bjo, Armando :)

© Piedade Araújo Sol disse...

enquanto há vida há esperança, mesmo que haja uma ruga (ou muitas) mesmo que o corpo já não seja ágil, por dentro os sentires são os mesmos.
boa semana.
beijo amigo

:)

Pérola disse...

Apesar da lentidão a vontade tudo consegue, dizem.

Um poema com força.

Beijo

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Lentamente se faz caminho... mas faz-se :)

Abraço

Mar Arável disse...

Tantos são os azuis