sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Ao som do vento



Quem me der um dia repousar
Na difusa visão dos dias simples
Inspirar a leveza que só sente
Quem percorreu amplos horizontes
Despojado de preocupações
Liberto da tenaz dos compromissos
Absorto dos males que pejam
O infindável diário dos inconstantes
Voar num assomo de evasão
Descolar rumo ao infinito
Mergulhar num lago de palavras
Que se entranhem em mim
Me revelem novas do entardecer
Voltar liberto dos momentos
Que compunham a lua em quatro quartos
Trazer nas asas da lembrança
Os ritmos de um ocaso
Em tons de laranja colorido
Então, no sussurrar das serranias
Repousaria
Aí, nas encostas da montanha
Montava o esteio da bonança

4 comentários:

© Piedade Araújo Sol disse...

querer é poder...

muito belo!

:)

Li disse...

Viver podia ser simples, uma existência desprovida de preocupações, mas nós teimamos em tornar esta tarefa a mais dura e tenebrosa.

Mar Arável disse...

Tudo se move nos apeadeiros

"pergunta ao vento que passa"

Abraço

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Não há nada como a tranquilidade de um descanso que retempere...

Abraço :)