segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Equação indeterminada


Queria ser do infinito pertença
Correr nos limites de um conjunto vazio
Ser a interseção de um volume abstrato
Resultado de equação indeterminada
Resto de um quociente divisível
A tender para um ponto indefinível
Cujas coordenadas se projetam
Num plano sem pontos de referência
Tangente a uma curva sem raio
Presente apenas nos momentos
Em que o domínio da consciência é

geométrico

5 comentários:

Odete Ferreira disse...

Isto é, queria o poeta ser apenas linhas, indecifráveis de preferência!
Gostei muito, amigo, deste desenho poético!
Bjo :)

Suzete Brainer disse...

Uma equação indeterminada primorosa em Ser!...
Um poema excelente e original na criação poética e
acompanha uma imagem sensacional.

Bravo, Poeta!!

© Piedade Araújo Sol disse...

um poema de pura geometria acho eu.
a foto é um espanto de beleza.
parabéns pelo conjunto, poema e foto.
beijinho
:)

Mar Arável disse...

Equilíbrio na assimetria

Abraço

Li disse...

MAtemática