segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Lucidez




Não quero que os meus erros flutuem
para nunca se esquecerem, como sempre
se um dia houve, não um somente,
em que tão só a dúvida persistiu

Breve, leve, seguiu com a corrente
desdenhada, enjeitada, assim partiu
mas como morta ainda não estava
foi fácil e instantâneo o seu brotar

O espanto de então a ver voltar
questionar se a dúvida é legítima,
se tudo é mera ficção
ou certeza será apenas recordar

E para lá do infinito horizonte
onde tédio e medo se escondem
aí ela persiste em resistir,
na firme e inabalável sensatez
que a certeza reside em duvidar

6 comentários:

trepadeira disse...

Belíssimo.

"A certeza reside em duvidar",grande lição.

Um abraço,
mário

Lídia Borges disse...


Entre a dúvida e a certeza, a vida escreve páginas, a vida arranca folhas.

Um beijo

conchy disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fa menor disse...

Que os erros sejam levados na correnteza
e firme se converta a dúvida em certeza...

Bjos

manuela barroso disse...

Uma poesia que convida a seguir essa corrente, mas levando folhas já amarelas do outono. Que não leve os sonhos!
Abraço

Miosotis disse...

Belíssima a poesia sobre complexo tema, a dúvida...
Intensa e sóbria, a imagem.

Boa semana!