terça-feira, 28 de maio de 2013

Olhar





Será do vento que sopra desvairado
Do lado que foi o esquecimento
Cortante como a ausência da memória
Cruel ainda mais que a verdade

Do fogo que as cinzas consumiram
Espalhadas pelos cantos da lembrança
A ausência severa que me vence
Da luz que era a ténue esperança

Retirada dos despojos nova chama
Dos dias farás um novo archote
Que as horas te darão um novo mote
Para então recuperares das trevas

E descobrir no teu olhar
A luz que tão intensa me cegava

5 comentários:

trepadeira disse...

A luz vence sempre as trevas.

Abraço,

mário

Lídia Borges disse...


É sempre possível refazer o desfeito, a partir das raízes, ou mesmo a partir do nada.

Belíssimo!

Beijo

Sissym disse...

Salva-nos as lembranças mesmo quando pouco podemos ver. É fechar os olhos e deixar sentir.

Beijos

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Belo amanhecer em redondilha de excelência. Palmas...

Abraço

Anónimo disse...

É sem dúvida o vento,
que trás as palavras soltas e comburentes,
que aviva a chama do archote,
mesmo quando mentes.