sexta-feira, 10 de maio de 2013

Semente


Tomo nas mãos o equilíbrio
Desatado que foi em dia Não

Na água que em teu rio desagua
Solto a pétala do ardor imenso
Da rosa que floriu por esquecimento

Em ondas descendentes sobre o leito
Repousa e desce flutuando

Será mar, nuvem, chuva, sentimento
Voltará alegre um fim de tarde
Dará vida ao que era já semente
Alimentará de novo a origem,
Essa fonte de onde vem o teu alento

4 comentários:

Lídia Borges disse...


Um ciclo que é Vida na vida que nos cabe.


Um beijo

trepadeira disse...

Um dia o fruto será,de novo,semente.

Abraço,
mário

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Sem menorizar nenhum outro, há sempre poemas que são de excelência. Parabéns por isso...
Um abraço

Anónimo disse...

"A mais pura,a mais pequena semente, o fruto, a mais verde folha, na sua obscura inocência brota um excelente poema".