terça-feira, 20 de agosto de 2013

Miragem


À luz da lua que brilhou no teu deserto
Que iluminava um oásis que era meu
E verde como a esperança alimentava
Um desejo que vendia esperança

Dispo-me de toda a amargura
Da seara que cresceu em peito aberto
Do centeio que a ceifa prometeu
E de tudo o que um dia era meu

Mas as cores também vacilam
A luz, mesmo a mais forte desvanece
Difusa torna-te distante
E o oásis que era o fim do teu caminho
Funde-se na ilusão de um destino
Pura miragem, desatino

E aí te mantém, perdido, errante 

7 comentários:

trepadeira disse...

A imagem é soberba, o oásis e a miragem.

Abraço,

mário

Lídia Borges disse...

Os pretéritos em oposição ao presente e entre eles o desenho da desilusão.

A imagem? Sublime!

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Meu amigo

Mais um belo momento de poesia que adorei sentir.

Um beijinho
Sonhadora

Canto da Boca disse...

Para que miragem se o destino do oásis é ilusão e desatino?

Ou quem sabe não seja a luz difusa um sinal, para clarear caminhos nesse deserto?

A imagem que ilustra as demais imagens que fui construindo a partir da tua poética, é deslumbrante (assim como a poesia)!

P.S.

Eu particularmente gostei do exercício de desconstrução do seu texto!

;))

© Piedade Araújo Sol disse...

os oásis são (sempre) nossos!
um bom momento de poesia e uma belíssima imagem.
beijos

:)

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Um tema recorrente por aqui e sempre muitíssimo bem urdido em palavras, obrigando a uma atenção ao pormenor... e à mensagem... até que novos oásis se façam de novo o destino... :)

Abraço

Menina Marota disse...

A ilusão da miragem que sentimos como nossa, mas se desfaz na brisa do pensamento.
Mas um oásis também pode ser esperança...

Imagem e poema, casamento perfeito.