quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Toque


Não busco na sombra do destino
O rasto de um sopro que eras tu
O aroma do teu corpo deslizante
O sabor de um momento que foi nosso

Um ventre onde ancorava a minha barca
O aconchego da memória inoportuna
Dos lábios onde cabia o desejo

O som de cítaras vibrando
Num melódico trecho musical
Interpretado por solista virtuoso
Que mesmo num desempenho divinal
Sucumbia ao prazer de imaginar
O solo mais pungente conhecido
O murmurado som da tua voz

Busco num cenário conhecido
Que me leva a um estado divinal
E tudo que se diga é desigual
Ao toque das tuas mãos nas minhas

7 comentários:

Suzete Brainer disse...

Olá Armando,

O toque das mãos que se entrelaçam,

são asas de uma sublime

união de almas...

Belíssimo este teu poema e assim,

também o espaço da

tua arte poética.

Alda Luisa Pinheiro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lídia Borges disse...


Nada falta a este momento excelso...

Um beijo

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Um encontro feito entre violinos e com mãos que se tocam...
Que mais pedir?

Um abraço

trepadeira disse...

O passado fica sempre triste, mesmo em cenário divinal.

Abraço,

mário

© Piedade Araújo Sol disse...

o toque da pele e mãos....

muito belo!

:)

Canto da Boca disse...

O conjunto de sensações evocadas pelo poema, é a epifania de todos nós. Onde qualquer palavra escrita, ou verbalizada, não conseguirá descrever o que sente o poeta, diante do toque da amada!

Belo, como sempre, Armando!

;))