terça-feira, 8 de abril de 2014

Um Rio



Se fosse o leito de um rio
sereno correndo para o fim
o início de um sonho relembrado
por um vento que sopra o teu aroma
Seria eu próprio a lembrança
dos dias que navegámos sentimentos

Nas margens desse sonho me retinhas
essas águas tomavas em teu regaço
e no ardil desse leito me possuías

Porque um rio
só é livre num sentido,
já que único é o seu destino
domado é todo o seu movimento
e sempre se entrega num espasmo
a um mar que o toma sem ressalvas
Num só se fundem
como se nada mais existisse
apenas duas partes moldadas
num jogo sem regras nem deveres!

7 comentários:

deep disse...

De certa forma, somos um rio, mas não o leito do rio. :)

Um poema muito bonito, a exalar calma.

Bom resto de semana. :)

© Piedade Araújo Sol disse...

se calhar acho que tens razão...

um rio a inspirar o Poeta.

muito bem!

:)

Mar Arável disse...

Há rios assim
no curso do leito
sem invadir margens
que desaguam
à pergunta de infinitos

Alda Luisa Pinheiro disse...

..."sou como um rio..."

Suzete Brainer disse...

O sentir poético

correndo um rio que

liberta,renova e transcende

na entrega do (a)mar...

Adorei,Poeta!!

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Margens do rio ou leito?
É sempre no que aspiramos que encontramos o navegar...

Abraço

Lídia Borges disse...


"Navegar sentimentos" é uma imagem belíssima! Vale um poema inteiro.


Um beijo