terça-feira, 22 de abril de 2014

Vaga


vago o olhar nas vagas
que trazem sons de um local
que já foi meu

leal em espera absoluta
absorto com o mesmo objetivo
sentindo o vazio do sentido
e o vagar do espaço que foi teu
a meu lado,
um fiel amigo resistente

não me espanto com o silêncio
não quero saber do que já sei
deixarei em vão bater as vagas
assim estático, imóvel, permanecerei

sentindo o suave do sentir
bebendo a beleza deste quadro
este mundo etéreo que me é dado
sem pressa nem vontade de voltar
aqui, ternamente, hei de ficar

6 comentários:

O Puma disse...

Talvez com Maio
a gritar mais alto

© Piedade Araújo Sol disse...

homenagem a um fiel companheiro...

sensibilidade em todo o poema e muito comovente!

um beijo

:)

Suzete Brainer disse...

O espaço compartilhado no ritmo

da amizade e total entendimento.

O olhar compreendido,vagando

no sentir etéreo...

Muito belo e tocante!!

bj.

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Muitíssimo belo!
Poesia!

Gostei imenso.

Abraço

Lídia Borges disse...


Da saudade que [sempre] o mar ensinou e ainda ensina.

Um beijo

Pérola disse...

vago, mas sentindo.

A vida tem muitas marés e novas vagas virão.

Beijinhos