sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Antes que o nunca seja tarde



Antes que o nunca seja tarde
Que a força em ilusão se desvaneça
E o desejo te traia em desvario

Que o delírio do ultraje
Ou a utopia da vontade
Unidos em irmandade
Façam ruir em forte estrondo
A vontade que era férrea

A que guiava esse rio
Alimentava o seu leito
Transbordava desse corpo
Definhava em lento
Amargo torpor

Mas sempre perto e intenso
Embora todo o longe seja denso
E breve seja o penas o fragor

5 comentários:

trepadeira disse...

Pois que a utopia da vontade faça ruir em forte estrondo,deixando-lhes cair o mundo em cima.

Um abraço,
mário

Lídia Borges disse...


"Antes que nunca seja tarde"

A urgência do gesto sobre as mãos...

Lídia

Brígida Luz disse...

Leio sempre uma forte determinação na tua poesia, dinâmica e de contornos bem definidos.

Leio e admiro este querer e a intensidade com que o transmites ao leitor.

Saudações e muito obrigada :)

cores e outros amores disse...

Quanta verdade... tão denso pode ser o longe! Gostei muito, como sempre!

Silvia Mota Lopes disse...

Espero que o número 13 lhe dê sorte:) e a mim também:)Lindo poema