segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Xeque




Não será a inconstante leviandade
Propósito de extrair a incerteza
Em rubras esperanças embalada
Travestida com gestos de nobreza
A quem deixou cair a falsidade

Assim brilhante auréola fina
Do leve e mais ousado entorpecer
Sem ritmo a alma bebe em lentos tragos
Ecléticos, alcoólicos mas amargos

Sorve-os em sufocante arfar
Tornando-se até torpe no ousar,
E sem brilho cai, mas docemente,
Ressuscita a alma e a própria gente

4 comentários:

Luís Coelho disse...

Agradeço a visita e o comentário.
Li e reli este poema com musicalidade e ao mesmo tempo uma crítica social.
O nosso mundo hoje está deste lado.
Finge-se que se está bem.

trepadeira disse...

"Em rubras esperanças embalada" até despertar e dar xeque-mate.

Um abraço,
mário

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Sabe a redondilha, polvilhada com excelente imagem.

(Muito) Boa poesia!

Um abraço

Lídia Borges disse...


Como um jogo, a vida. Um jogo com peças viciadas.
Belíssimo o seu "poetar"

Lídia