quinta-feira, 28 de novembro de 2013

A varinha de condão


Se um dia possuísse o condão
Dos momentos o sumo abarcar
Do tempo eliminar a opressão
Deste encarceramento rotineiro
As amarras libertar
Levantar a carga que comprime
E toda a angústia aliviar

Seria a leveza da vida
O sentimento
O momento que procuras
O alento
De que sempre um por do sol
Ou um céu cinzento
São prenúncio de alegria divinal

Afinal sendo tudo tão efémero
Resumindo-se à razão, à harmonia:

Haja calma para esperar um bom final!

6 comentários:

deep disse...

Este texto não podia estar mais de acordo com um sentimento de opressão que tenho experimentado. A rotina, por vezes, esmaga-nos.

Bom fim-de-semana. :)

© Piedade Araújo Sol disse...

eu digo.
a esperança ainda (e sempre) deve resistir.
um poema actual.
um bom fim de semana.
beijo

:)

Lídia Borges disse...


Uma varinha de condão, um gesto largo e mil estrelas para iluminar os momentos...
Aqueles em que as mãos nos parecem tomadas por uma dolorosa inutilidade.

Um beijo

Lídia

Suzete Brainer disse...

A calma sempre proporciona

a leveza diante da pressão

e a permanência do olhar em

busca da beleza essencial...

Sempre muito bom, contactar

com a tua profundidade poética!

Pérola disse...

E mesmo sem final, o processo pode ter maior relevância
Beijinhos

Canto da Boca disse...

Um desejo grandioso para tão imensa poesia. Pertinente para os nossos dias, em que nem sempre a magia dos sonhos e de tudo o que é belo, nos circunda, mas a tua poética sempre há de nos salvar, de nos encantar como uma varinha de condão que de toda a crueza da vida nos libertará!

;))