quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Folha



Sou folha de árvore sentimento
Em verde, primavera de esperança
Madura venço o fulgor do verão
Refresco a vontade mais afoita
Escondo o rubor da ousadia

Mesmo a tender para o outono
Estimulo o sentimento, a Poesia
Desperto em tons acastanhados
As cores mistificadas do encanto

Mas, mirro, seco e um dia
À mercê da intempérie perco o pé
Envolta numa dança chego ao fim
Descendo para o meu leito final

Encerro a minha história sazonal
Valeu a pena ser sonho e vida breve
Cumprindo o meu desígnio natural

8 comentários:

trepadeira disse...

Lindo o Outono.

Abraço,
mário

Lídia Borges disse...


Um percurso em vários tons, do berço ao húmus...

O poema, a voz da Natureza que só a alma sabe traduzir.

Um beijo

Suzete Brainer disse...

A missão da folha;

encantadora do vento,

dança única no tempo

do espaço outonal.

Mas,vestida de poesia

na beleza eternizada...

Aqui, o sentir poético

sempre transcende!

Bj.

© Piedade Araújo Sol disse...

o destino da folha, num poema outonal...

:)

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Meu amigo

Vale sempre a pena amar e sonhar, porque sem sonhos a vida fica mais triste .
Lindo sempre e profundo.

Um beijinho com carinho
Sonhadora

Sissym Mascarenhas disse...

Olá!

Puxa, que bonito.
Nem todo mundo lembra de falar, poeticamente, da natureza.
Um encanto seu poema.

Beijos






Pérola disse...

O outono e os seus desígnios naturais não me convencem mesmo sendo inevitáveis.

Uma bela ode outonal!

Beijinhos

Canto da Boca disse...

O sábio ciclo da natureza, onde tudo que existe, tem uma razão de ser.
E há ainda a sua forma poética de contar sobre a beleza do mundo e as fases pelas quais ele passa, e nós ainda na gênese dessa sabedoria.

Belo!

;))