terça-feira, 27 de maio de 2014

Difusa


No que se torna a ténue réstia de histeria
Que os longos dias de maio alimentaram
Fizeram criar no teu encanto
A liberdade de um sonho adormecido

Difusa se tornou a lembrança
do calor que emana da tua voz
do som vibrante do teu olhar
percorrendo o universo que há em mim

Suave é a ternura do encanto
Como leve o ondular de um desejo
O voltar da cabeça, um lampejo

A serenidade recortada
na curva de uns lábios
onde mergulho

7 comentários:

Lídia Borges disse...


Um rio que corre sereno, não obstante o bulício das margens.

Beijo meu

© Piedade Araújo Sol disse...

a serenidade no poema e na foto....

:)

deep disse...

Parece que é isso mesmo: um poema que emana serenidade. :)

Bj

Pérola disse...

Difusas lembranças que tornam suave travessias por entre margens.

Beijo

Suzete Brainer disse...

As lembranças difusas

percorrem o ser (poeta)

na infinitude do sentir...

Sempre um belo sentir poético!

Bj

Mar Arável disse...

Há rios assim

a correr devagar

serenos nas palavras

EU disse...

Para mim só têm sentido as lembranças na serenidade do nosso ser e estar. Foi o que senti, neste teu poema pleno de lirismo.
Gostei imenso.
Bjo, Armando :)