quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Pausa



Tivesse eu o poder naquele momento
de privar da terra o movimento
guardar só para mim eternamente
o efémero momento de magia
Transformá-lo em doce alegoria
de posse de um bem que é intangível

Gravar essa imagem recortada
de tuas finas curvas sensuais
das mil e uma cores que só tu tens
que para lá dos montes são banais
e deste lado moldam ideais
Elas, a origem da saudade

Pudesse eu parar este momento
Tirar daqui todo o alento
E mergulhar no ventre da vontade


9 comentários:

© Piedade Araújo Sol disse...

o pôr do sol provoca-nos esse estado de alma.

o poema muito inspirador e muito belo.

gostei!

beijo

:)

trepadeira disse...

Trás-os-Montes é lindo.

Abraço,

mário

Lídia Borges disse...


O apelo das raízes a que não podemos fugir.
Interessante, a dualidade de sentidos
implícita na palavra "curvas".Saudade da terra, a terra-mãe, mulher, portanto...

Um beijo

Alda Luisa Pinheiro disse...

:-)
Muito bom!

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Muito bonito... e, todavia, é sempre o acto a justificar o resto.

Um abraço

Mar Arável disse...

Poesia sem fronteiras
mesmo nos apeadeiros

Suzete Brainer disse...

A pausa da memória

rica de lembranças,

a vontade de transcender

esse tempo(pausa)

e eternizado-a...

O poder do poeta no sentir!

Bj.

ॐ Shirley ॐ disse...

Lindo poema,Armando, adorei. Beijo!

Canto da Boca disse...

Já o eternizaste em cada palavra aqui descrita!
O tempo parou nesse sentimento que sobrepõe a saudade...